Na minha época de estudante, antigo primário e ginásio, fui muito feliz. Encontrei excelentes professores de Língua Portuguesa como a Dona Margarida e o Sr. Osvaldo. Lembro-me sempre com muito carinho e como exemplo de grandes profissionais que marcaram a minha trajetória na escola. Eu sempre gostei de participar das aulas de Língua Portuguesa e era convidada para ler textos, declamar poesias, fazer teatro entre outras atividades. Lembro-me de uma música que aprendi na 2ª série do ensino primário que falava das principais preposições e, hoje, passo para os meus alunos com muito orgulho de não tê-la esquecido. Recordo-me dos dois professores com muito carinho e nunca me esqueci da postura de ambos, que tinham muita paciência para tratar com os alunos. Apesar de a escola possuir poucos exemplares na biblioteca, sempre que possível a professora nos orientava a buscar novas leituras. E aos poucos, e com o incentivo dos mestres, fui tomando gosto pela leitura e escrita.
Meu interesse pela leitura não se modificou muito com o passar do tempo, gosto de ler apenas o que me interessa, o que me faz bem e fico profundamente chateada quando sou obrigada a ler textos que não são do meu interesse. Enquanto quase todos aqui relatam experiências emocionantes da época da infância, eu me recordo dos livros que era obrigada a ler porque a professora mandava e o que mais me chamava a atenção era que enquanto nós líamos, ela ficava fazendo outras coisas menos lendo!!! E eu pensava “se a professora que é professora não lê, porque nós alunos temos que ler? Ainda mais histórias que não gostamos, histórias que ela manda? Mas isso mudou um pouco no Ensino Médio quando tive contato com os grandes romancistas da literatura brasileira e portuguesa e comecei a tomar gosto pela leitura, pelas histórias de amor, romances proibidos, traições e finais felizes... grande culpa desse meu interesse até então adormecido foi do meu professor de literatura, que era verdadeiramente apaixonado pela leitura, incorporava as personagens, fazia teatros, declamava poesias, enfim amava o que fazia e passava esse amor para nós!! Hoje tento fazer das aulas de leitura um momento prazeroso, procuro fazer os alunos entenderem que ler não é apenas conhecer uma história, mas sim vivenciá-la, é viajar, viver emoções sem sair do lugar, assim como num jogo de vídeo game que eles tanto gostam! Através da leitura eu posso ser desde o mocinho até o vilão, desde a princesa em apuros até a bruxa malvada, eu posso estar em todos os lugares sem sair do lugar.... E termino meu relato citando o depoimento de Contardo Calligaris que diz: “A literatura é o catálogo das vidas possíveis e impossíveis. Quanto maior for nossa liberdade, mais necessário se torna ter um catálogo de experiências possíveis para poder exercê-las. Porque ninguém é capaz de inventar uma vida a partir de nada. A vida é inventada a partir de uma combinatória de sonhos que já foram sonhados. A literatura é um meio de aprender a sonhar a própria liberdade”
ANDREIA GOMES DOS SANTOS
Lembro-me que quando criança eu queria muito aprender a ler. Na minha casa não havia ninguém que soubesse, pois meus pais eram analfabetos. Mais isso não os impediam de me levar a escola todos os dias. Me incentivavam muito. Aprendi a ler e era uma frequentadora assídua da biblioteca. Mas minha passagem marcante foi quando observava que a mãe de uma amiga lia muito. Todos os dias ela estava com um livro diferente , perguntei a ela o que tanto tinha naqueles livros e ela disse que era conhecimento.Comecei a pegar alguns livros dela para ler e me apaixonei por ( Júlia, Sabrina) e outros nomes que não me lembro agora. Mas quero dizer que esses livros foram um incentivo para que eu mergulhasse em ( Dom Casmurro , Iracema, O Cortiço,...) .
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